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Gaspar Alves, de 62 anos é condenado a mais de 26 anos de prisão, sendo considerado de matar a pequena Ana Clara em 2013 na cidade de Araxá/MG.

Publicado em 14-06-2015 00:00

          A vara criminal da comarca de Araxá, sob o comando do excelentíssimo juiz de direito, Dr. Renato Zouain Zupo, realizou de 08 a 12 de junho deste ano de 2015, a semana dos júris populares na cidade de Araxá, onde foram julgados alguns crimes de homicídios ocorridos na cidade, nos anos de 2012 e 2013.

          Na manhã desta sexta-feira, 12 de junho, as 08h00 iniciou o julgamento do réu Gaspar Alves Caldas, de 62 anos, que foi acusado do crime de estupro de vulnerável seguido de homicídio duplamente qualificado, ocorrido em 18 de outubro de 2012, onde a criança Ana Clara Cunha da Mota, na ocasião com 11 anos de idade, foi morta.

          A denúncia narra que em 18 de outubro de 2012, a criança Ana Clara que se encontrava desparecida a alguns dias na cidade de Araxá, foi encontrada morta por dois homens que estava almoçando debaixo de umas “mangueiras”, próximo a um pátio de produção de lama asfáltica de uma empresa que fica localizada as margens da rodovia Br.452.

          Naquele dia a PM foi acionada e constatado que o corpo ali encontrado seria de uma criança que provavelmente seria da desparecida criança Ana Clara, em seguida a perícia técnica da polícia civil e o IML de Araxá, comparecerem no local e após seus trabalhos de praxe, constataram que o corpo encontrado, estava com sinais de violência, que havia sido parcialmente carbonizado que próximo ao corpo se encontrava uma pedra com manchas de sangue, provavelmente utilizada para tirar a vida da criança, em seguida o corpo foi removido e encaminhado ao IML para a realização da necropsia.

          Após um intenso trabalho de investigação realizado pela polícia civil de Araxá, sob a coordenação do inspetor Mauro da Silva Chaves, os investigadores conseguiram identificar Gaspar Alves como sendo o principal suspeito do crime. A polícia civil conseguiu reunir provas e evidências que incriminaram o réu Gaspar, como por exemplo, Gaspar foi visto minutos antes com a vítima, a criança tinha muita afinidade e gostava muito do réu, o réu mentiu aos investigadores quando disse que não teria visto a criança naquele dia, sendo que o mesmo viu a criança, o réu chegou a dizer para testemunhas que a criança Ana Clara tinha o cabelo bonito e que também era muito bonita, disse a suas filhas para mentir quando perguntadas se ele teria ido em casa naquele dia, fatos este e outros mais, que esta reportagem preferiu não relatar pelo fato de não identificar algumas formas de identificação e trabalho da polícia civil em outros casos posteriormente.

          As 08h20 iniciou-se os trabalhos do excelentíssimo juiz de direito, Dr. Renato Zouain Zupo, juntamente com o promotor Dr. Genebaldo e os advogados Dr.Robson Merola (advogado da família), Dr.Daniel Rosa, Dr. Edenísio (advogados de defesa) e o conselho de jurados, onde primeiramente foram ouvidas algumas testemunhas, como o pai e mãe de Ana Clara, o inspetor da polícia civil Mauro Silva, um amigo do réu Gaspar, o proprietário de uma bicicletária no qual o réu arrumava a sua bicicleta motorizada e outras testemunhas.

          Vejam alguns momentos que marcaram o julgamento do réu Gaspar Alves.

Testemunha: Mãe de Ana Clara.

Juiz Dr.Renato Zuppo: A senhora tem certeza que o acusado Gaspar Alves, seja o autor do crime contra a filha da senhora?

Testemunha Mãe da vítima: “Eu acho que é ele, tenho quase certeza que é ele, pelos fatos em si doutor. Acredito que seja ele, porque minha filha tinha muita confiança nele, e ela não iria sair com qualquer um”, tenho quase certeza que seja ele”.

 

Testemunha: Inspetor Mauro da Silva.

Juiz Dr.Renato Zupo: Inspetor o senhor tem alguma dúvida de que o réu Gaspar Alves seja o autor deste crime contra a menina Ana Clara, por esta parede branca na sua frente, por esta luz que está aqui dentro, por este crucifixo?

Testemunha: Inspetor Mauro: Não senhor excelentíssimo, pelos meus quase 30 anos de investigação na polícia civil, eu não tenho dúvida alguma de que Gaspar seja o autor do crime.

 

Réu: Gaspar Alves.

          Em seu depoimento, o réu Gaspar mostrou muita confusão com oque disse em depoimentos anteriores na delegacia e na presença do juiz, e durante o seu julgamento relatou outros fatos que não relatou anteriormente. O réu foi questionado sobre fatos tais como, onde estava no dia do crime das 16h as 19h, porém não soube dizer, porque mentiu quando disse que não teria visto a menina, sendo que ele teria visto ela no dia, foi questionado porque pediu suas filhas para mentir, porque disse em um dos seus depoimentos anteriores que gastou mais de duas horas para percorrer um trajeto de 450 metros, que foi o ponto de onde ele teria visto a menina Ana Clara, até a sua casa, sendo que o normal mesmo que com suas deficiências ele gastaria em torno de 45 minutos.

          Após todas as testemunhas serem interrogadas pela promotoria e defesa, abriu se espaço para os debates entre defesa e acusação, onde após mais de 6 horas, os jurados puderam ouvir e analisar as teses de acusação e defesa.

          A acusação através do promotor de justiça Dr. Genebaldo Borges e o advogado da família, Dr. Robson Merola colocou todos os pontos que incriminavam Gaspar Alves como sendo o autor do homicídio que matou a pequena Ana Clara.

          A defesa do réu através dos advogados Dr. Daniel Rosa e o Dr. Edenísio, expos aos jurados os pontos em que acreditava que o réu Gaspar era inocente.

          Então após mais de 14 horas de julgamento, o senhor excelentíssimo juiz de direito e responsável pela vara criminal da comarca de Araxá, Dr. Renato Zouain Zupo, se reuniu em sala secreta com o conselho de sentença (jurados) e em seguida leu a sentença, que condenou Gaspar Alves Caldas, de 62 anos, a 26 anos e 6 meses de prisão em regime fechado, pelo crime de homicídio duplamente qualificado e estupro de vulnerável, também condenado a pagar uma indenização de R$ 50.000,00 a ser pago para a família de Ana Clara pelos danos morais quem foram submetidos.

          Gaspar Alves, se encontra preso no presidio de Patrocínio/MG, a 110 km de Araxá, só poderá ser beneficiado ao cumprimento da pena em regime semi aberto após cumprir 2/5 da pena, ou seja só poderá sair do presidio, durante o dia para trabalhar e retornar à noite, quando cumprir mais de 10 anos de prisão no regime fechado. Os advogados de defesa, disseram irão recorrer da decisão final deste julgamento.

CONFIRAM OS BASTIDORES E ENTREVISTAS, COM PAI E MÃE DE ANA CLARA, JUIZ, PROMOTOR E ADOVGADOS, no video abaixo, do nosso canal Willian Tardelli Fotojornalismo em Araxá e região, que esta no Youtube, acesse aqui e confiram:

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